"A beleza não está na partida nem na chegada, mas na travessia."
Esta frase acima é do escritor Guimarães Rosa que eu adoro, aliás não só a frase, mas toda obra dele, e acredito que nela está contido nosso ato de leitura: iniciamos uma viagem pelo mundo literário e vamos nos envolvendo de tal forma que mergulhamos e ao retornar à realidade, notamos que não somos mais os mesmos, levamos impresso em nossas almas as palavras.
Falar de nossas experiências de leitura é sempre muito agradável,
principalmente nós, que trabalhamos essencialmente com a linguagem, nossa
matéria-prima. Lembro-me de que na minha infância, "devorava" livros (todos da
Coleção Vagalume), passava as tardes lendo e viajando naquelas
histórias...
Em casa nunca tive incentivo: nem meus pais, nem meus irmãos gostavam de
ler. Fui a única a adquirir o hábito da leitura, tão prazeroso!!!
Por esta experiência pessoal e por várias observações em sala vejo que
muitas vezes o hábito da leitura é natural na pessoa: o interesse, o gosto, a
constância. Claro que se houver incentivo, fica muito mais fácil. Aquele que não
vê os livros com os mesmos olhos, precisa de uma forcinha nossa: podemos
instigar, indicar o caminho, pois logo no início do caminho a percorrer, a
pessoa se verá perdida e irremediavelmente contaminada pelo gosto da
leitura, e dali, levará consigo preciosidades inestimáveis.
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